André Fufuca tem até domingo, 5 de outubro, para deixar o Ministério do Esporte, conforme prazo estabelecido pelo Partido Progressista (PP).

O ministro do Esporte, André Fufuca (PP-MA), está sob pressão do seu partido para se desligar do governo Lula. A decisão faz parte de um movimento coordenado entre o PP e o União Brasil, que estão formando a federação União Progressista. Ambos os partidos exigiram que seus filiados deixassem cargos no Executivo até o fim de setembro, sob pena de expulsão.

Inicialmente, o prazo para Fufuca sair era quarta-feira, 1º de outubro, mas foi estendido para domingo, 5 de outubro, visando uma transição menos traumática. No entanto, há relatos de que o presidente do PP, Ciro Nogueira, teria dado um novo prazo até terça-feira, 7 de outubro, afirmando que “vai sair, vai sair”.

Apesar de integrar o governo e apoiar a reeleição de Lula em 2026, Fufuca é considerado próximo de Ciro Nogueira, que lidera o movimento de saída do PP da gestão petista. Internamente, Fufuca já teria sinalizado que seguirá a orientação do partido.

Esse movimento ocorre em paralelo à saída de Celso Sabino (União Brasil) do Ministério do Turismo, que já comunicou sua demissão. A disputa por sucessores nas pastas também está acirrada, com nomes como Marcelo Freixo (PT) e André Figueiredo (PDT) sendo cotados para ocupar posições estratégicas.

A situação reflete a crescente tensão entre o Palácio do Planalto e os partidos do Centrão, que buscam maior autonomia e reposicionamento político para as eleições de 2026.

 

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