
Luís Fernando Verissimo, um dos maiores cronistas e humoristas da literatura brasileira, faleceu em 30 de agosto de 2025, aos 88 anos, em Porto Alegre (RS), vítima de complicações decorrentes de uma pneumonia. Ele estava internado na UTI do Hospital Moinhos de Vento desde o dia 11 de agosto.
Um legado que atravessa gerações
Verissimo publicou mais de 80 obras e vendeu mais de 5,6 milhões de livros. Criou personagens inesquecíveis como:
Ed Mort, o detetive atrapalhado
O Analista de Bagé, sátira da psicanálise com sotaque gaúcho
A Velhinha de Taubaté, símbolo da ingenuidade política
Sua obra mais popular, Comédias da Vida Privada, foi adaptada para a televisão pela Rede Globo e se tornou um marco do humor nacional.
Humor com inteligência e crítica social
Verissimo era conhecido por sua ironia fina e olhar aguçado sobre o cotidiano brasileiro. Suas crônicas abordavam desde política até os pequenos absurdos da vida, sempre com leveza e profundidade. Ele dizia:
“A morte é uma sacanagem. Sou cada vez mais contra”.
Muito além das palavras
Além de escritor, foi saxofonista apaixonado por jazz, colunista em grandes jornais como O Globo, Zero Hora e O Estado de S. Paulo, e defensor de causas sociais. Filho do também escritor Érico Verissimo, ele herdou o talento e a sensibilidade para transformar o banal em literatura.
Uma despedida com gratidão
O velório foi realizado na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Ele deixa a esposa Lúcia Helena Massa, três filhos e dois netos.
